Uma semana depois de ter saído eliminado e lesionado do embate com o brasileiro Gabriel Medina nos quartos-de-final do MEO Rip Curl Pro Portugal, o australiano Morgan Cibilic falou publicamente pela primeira vez sobre o infortúnio ocorrido em Supertubos.
Em publicação na social Instagram, ‘Morgs’ explica o que lhe aconteceu no último suspiro do heat, momento em que tentou operar a reviravolta com um aéreo e ficou amachucado.
A World Surf League (WSL) já tinha adiantado que o 'aussie' tinha sofrido uma lesão num tornozelo. Agora, tudo ficou mais clarificado. Não foi coisa pouca.
O surfista de 27 anos revelou que fraturou a tíbia e sofreu uma entorse grave no tornozelo direito (ruptura da sindesmose). Esta quinta-feira será submetido a uma intervenção cirúrgica, conforme fez saber no texto divulgado.
Desta forma, Cibilic vai falhar a próxima etapa do Championship Tour (CT), o estreante Philippines Pro, e é bastante reduzida a chance de participar no Pipe Masters, que em dezembro encerra o CT’2026.
Mediante este quadro, a época pode ter acabado mais cedo para Morgan Cibilic, num ano que assinalou o seu regresso ao circuito mundial de surf, que tinha deixado a meio de 2022 por falhar o cut.
“Muito coisa tem passado pela minha cabeça na última semana. Falhar as Filipinas é muito mau, essencialmente, porque sinto que tenho uma boa conexão com aquele local. É épico”, disse o local de Merewether Beach.
“Ainda há muito incerteza sobre o que está pela frente. No melhor caso, talvez consiga regressar em Pipe, mas as chances são bem pequenas. No entanto, farei tudo o que for possível para lá estar”, assegura o vencedor do prémio ‘Rookie do Ano’ em 2021, época que concluiu como número 5 do mundo.
Com a temporada de 2026 por um canudo, Morgan Cibilic efetuou uma pequena retrospetiva do que ficou para trás, revelando que a lesão sofrida nos Super não foi a primeira. Ao longo do ano, o ‘aussie’ enfrentou outros problemas físicos, entre os quais a fratura de uma vértebra da coluna, contraída durante o El Salvador Pro e que só foi detetada após a etapa seguinte, o Rio Pro.
“Por agora, não há muito a fazer senão descansar e preparar-me para Pipeline. Faço figas para recuperar rapidamente. Estou entusiasmado para ver [a prova] de Cloud 9. Esta nova paragem no World Tour será empolgante", concluiu o atual 17.º classificado do ranking mundial e que foi finalista vencido do New Zealand Pro.
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