Depois do brilharete no Tahiti Pro, no qual alcançou um extraordinário terceiro posto nos tubos de Teahupoo, Yolanda Hopkins continua a deslumbrar nas águas do Oceano Pacífico, agora no arquipélago das Fiji, onde também já andou à sombra.
Na noite do último domingo em Portugal – já manhã de segunda-feira nas Fiji – Yolanda deu nas vistas na oitava etapa do CT’2026, onde está a fazer a temporada de rookie, tal como a compatriota Francisca Veselko, já eliminada.
Nas ondas de Cloudbreak, a vice-campeã mundial ISA bateu a havaiana Gabriela Bryan, nada mais nada menos do que a dona da licra amarela e uma das surfistas mais poderosas do atual elenco mundialista feminino.
O triunfo de prestígio permitiu a Hopkins avançar para os quartos-de-final do Fiji Pro e continuar a somar pontos muito importantes na luta pela requalificação para o circuito mundial de surf do ano que vem.
“Sabia que ia ser um daqueles heats difíceis e as condições estavam desafiantes. Tentei manter o meu ritmo. Parece que as coisas estão a alinhar-se a meu favor", disse em comunicado da World Surf League (WSL).
No ranking virtual, a antiga bicampeã europeia da WSL já escalou três postos e entrou no top 14, lote de atletas que garantem automaticamente a requalificação após a etapa 10 (MEO Rip Curl Pro Portugal). À data de hoje, Yolanda é precisamente a 14.ª colocada da hierarquia que tem uma nova líder, a laureada Carissa Moore.
A perna tubular do Pacífico, que contempla o Tahiti Pro e o Fiji Pro, está a correr lindamente a Yolanda Hopkins, que tem demonstrado toda a valia do seu surf de backside, seja a entubar ou a encadear manobras nas esquerdas que tem encontrado. Estão a pagar dividendos os treinos intensivos que levou a cabo antes destas duas competições, tendo falhado o início da Challenger Series versão 2026/2027.
“Desde que vi o calendário para este ano disse que eventos como este [Fiji Pro] e o Tahiti Pro, com tubos grandes, seriam os meus eventos. Despendi muito tempo a treinar para estes campeonatos, pelo que não estive no início da Challenger Series. Tem resultado.”
Com lugar assegurado entre as oito melhores surfistas do Fiji Pro, onde participa pela primeira vez, a destemida Yolanda Hopkins quer continuar a fazer história em Cloudbreak. Sem rodeios, aponta ao topo. “Espero chegar cada vez mais longe e, sim, quero vencer esta prova.”
Na luta por um lugar nas meias-finais, segue-se um inédito duelo mundialista com a australiana Isabella Nichols, antiga vencedora de etapas do CT e vigente top 10 do ranking.
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