Esta semana o ritmo da agenda tem sido marcado pelo MEO Rip Curl Pro Portugal - a etapa lusa do circuito mundial de surf da World Surf League (WSL) - mas há mais assuntos na ordem do dia.
Uma das temáticas prende-se com o facto de Portugal ter falhado o Mundial ISA de Longboard versão 2026, que decorre até esta quinta-feira em El Salvador, nas longas direitas do point break de El Sunzal.
Ao longo dos últimos dias, a ausência lusa do certame está a ser muito badalada no seio da comunidade do pranchão. Neste âmbito, a pluricampeã nacional Raquel Bento veio a terreiro mostrar o seu descontentamento com a situação.
Por sua vez, a Associação Portuguesa de Longboard (APL) emitiu um comunicado no qual anunciou que iria solicitar formalmente à Federação Portuguesa de Surf o esclarecimento desta decisão que tem gerado polémica. A APL expressou a sua "profunda preocupação" e "desagrado" perante a ausência da Seleção Nacional, afirmando que o "longboard português merece respeito" e que os "atletas merecem oportunidades".
Pois bem, no seguimento desta celeuma, a Federação Portuguesa de Surf enviou, esta quarta-feira, ao MEO Beachcam uma nota de esclarecimento sobre a ausência das cores portuguesas no evento que se celebra na América Central.
O organismo presidido por Gonçalo Saldanha explica que a decisão - respeitante apenas à edição de 2026 - foi tomada após "ponderar as prioridades desportivas e os recursos disponíveis".
"A participação de quatro atletas, acompanhados por um treinador, implicaria um investimento que incluía deslocações, alojamento, alimentação e acompanhamento técnico. A decisão resulta da ponderação deste encargo face às necessidades de desenvolvimento da modalidade."
A instituição diz reconhecer o "mérito dos atletas e treinadores, os resultados internacionais alcançados e o contributo do Longboard para as Seleções Nacionais", mas sublinha que a "reduzida dimensão da base e as dificuldades de renovação colocam desafios à sua sustentabilidade".
Neste âmbito, a Federação afirma que "valorizar a modalidade exige também criar condições para aumentar o número de praticantes, reforçar a formação e assegurar a continuidade competitiva das novas gerações".
Manifestando a preocupação com o "futuro" da modalidade, a FPS "pretende orientar a sua intervenção, construindo com os agentes da modalidade uma estratégia que articule o desenvolvimento da base com a progressão até ao alto rendimento".
Como tal, está a ser "organizada uma reunião com o selecionador nacional (ndr: João Ferreira), a Associação Portuguesa de Longboard e os atletas para discutir propostas a integrar no planeamento para 2027".
A Federação Portuguesa de Surf explica que todo este "trabalho insere- se num processo de mudança e profissionalização da estrutura técnica da FPS, que conta, pela primeira vez, com um diretor técnico responsável por articular o trabalho desenvolvido nas diferentes modalidades, definir indicadores e apresentar propostas para discussão".
Para o futuro, a FPS não fecha a porta ao regresso aos campeonatos mundiais ISA, pelo que "mantém o compromisso com o crescimento sustentado do Longboard e com a avaliação de futuras participações internacionais, em função dos objetivos desportivos e dos recursos disponíveis".
Através da rede de livecams, podes visualizar em direto e em tempo real toda a evolução do estado do mar e da praia.
Podes também confirmar as previsões relativas a todas as praias através da nossa página Praias Beachcam.
Segue o Beachcam.pt no Instagram