No último sábado, o Trestles Pro foi retomado com nova jornada bem curtinha na famosa onda de performance californiana, palco da nona etapa do CT versão 2026.
Se na véspera - dia inaugural do período de espera - tivemos apenas dois heats concluídos, agora não se completaram muitos mais: apenas meia dúzia de duelos.
As condições do mar começaram a deteriorar-se com a subida da maré (escassez de ondas) e a prova norte-americana acabou por ser interrompida, pese embora as sucessivas chamadas por parte da organização.
O evento parou precisamente no momento que iríamos assistir aos heats dos rookies portuguesas: Primeiro, com Yolanda Hopkins a medir forças diante da veterana australiana Sally Fitzgibbons, e depois com Kika Veselko a dividir o lineup também com outra 'aussie', no caso a antiga bicampeã mundial Tyler Wright.
As atletas lusas não entraram na água, mas a partir de terra testemunharam resultados favoráveis às suas aspirações, sobretudo de Yolanda Hopkins, que está numa posição muito mais favorável para obter, desde já, a tão desejada requalificação para o CT do próximo ano. Yo-Yo é a a atual 14.ª colocada da hierarquia liderada pela lendária Carissa Moore, ocupando precisamente o último lugar que garante a requalificação após a conclusão deste Trestles Pro.
Ainda sem vestir a licra, Hopkins mantém-se virtualmente no top 14 porque as três surfistas que estão imediatamente atrás de si no ranking foram todas eliminadas de primeira no passado sábado, estando já confirmado que ficam abaixo do cut. As competidoras que saltam fora da elite mundial são a campeoníssima australiana Stephanie Gilmore, a rookie israelita Anat Lelior e a goofy norte-americana Alyssa Spencer. Voltam ao CT apenas em dezembro para a 12.ª e derradeira etapa da campanha, o histórico Pipe Masters.
Isto significa que Yolanda Hopkins, que continua a depender exclusivamente de si, até pode ser eliminada por Sally e continuar a acalentar esperanças da requalificação. Só que nesse cenário já estará dependente dos resultados de outras surfistas. Neste momento, as maiores ameaças são a costarriquenha Brisa Hennessy, bem como as francesas Tya Zebrowski e Vahine Fierro, que já se apuraram para os oitavos-de-final. Um triunfo perante Fitzgibbons é mesmo importante para os interesses da vice-campeã mundial ISA.
Quanto a Kika Veselko, está a correr muito por fora nesta batalha pela requalificação via circuito mundial. A surfista de Carcavelos é a atual 22.ª e penúltima do ranking mundial feminino. Está muito longe do cut, pelo que encontra-se obrigada a conquistar o Trestles Pro e que adversárias como a compatriota Yolanda Hopkins, Brisa Hennessy e Tya Zebrowski não sigam em frente.
Dado todo este enquadramento, muito está em jogo em cada heat colocado na água. Água essa onde pelo menos até terça-feira não veremos competição em Trestles. Esse é o dia da próxima chamada, relembrando que o período de espera termina no próximo domingo (20 de setembro).
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