O número 13 está conotado com o azar, mas neste caso bem se pode dizer que se encontra relacionado com algo que é uma bênção. Uma dádiva, mesmo. É o número da bateria que todos falam e querem ver nos famosos tubos de Teahupoo, palco do Tahiti Pro, sétima etapa do CT’2026.
Estamos naturalmente a falar do duelo que irá opor dos dois maiores nomes da história do surf de competição, que juntos reúnem o impressionante pecúlio de 14 títulos mundiais. Falamos do embate entre o eterno Kelly Slater e Gabriel Medina.
O spot não poderia ser melhor, dado o grande apetite tubular que sempre tiveram. Tudo irá acontecer numa das ondas mais desafiantes do planeta e na qual Kelly e Medina já foram muito felizes no passado. São dos melhores de sempre a abordar a famosa bancada taitiana.
Kelly Slater, que participa neste Tahiti Pro como convidado, já teve oportunidade de demonstrar isso pela enésima vez, com a categória vitória na ronda inaugural, pese embora os seus 54 anos de vida.
Esta será a primeira vez que os dois consagrados surfistas vão medir forças desde a repescagem do El Salvador Pro de 2023, heat que terminou com a vitória de Gabriel Medina. Então o palco foram as longas direitas do point break de Punta Roca. Agora, o cenário é completamente diferente. Passamos para uma onda de consequência, surfada para a esquerda.
No que diz respeito ao histórico de duelos entre o norte-americano e o brasileiro, podem mudar os tipos de ondas, mas há um desfecho que tem ocorrido muitas mais vezes. Isto é, Gabriel Medina a sair vencedor das refregas. Existe um claro ascendente do goofy de Maresias. Não há muitos surfistas à face da Terra com um registo destes perante KS. É algo absolutamente notável!
Em 10 duelos já disputados em fases ‘man-on-man’ de etapas do circuito mundial de surf, Medina foi o mais forte por oito ocasiões, sendo que está numa sequência de quatro triunfos consecutivos. É obra!
Neste rol de inúmeros sucessos, consta igualmente a vitória na épica final do Tahiti Pro de 2014, considerado um dos melhores heats da história do CT.
Medina não perde para Slater há mais de 11 anos, então nos quartos-de-final em Jeffreys Bay na África do Sul. A outra vitória de Kelly sobre Gabriel ocorreu em Cloudbreak, na final do Fiji Pro de 2012. Sucessos que já estão bem lá atrás.
Esta semana, escreve-se um novo capítulo (quiçá o ultimo) deste clássico do surf mundial, que não vai deixar ninguém indiferente. Será mesmo para desfrutar e aproveitar cada momento proporcionado por estes dois gigantes.
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