É já esta sexta-feira que terá lugar a sexta edição do agora denominado Softboard Heroes. A maior competição solidária de surf do país regressa às ondas da Praia da Física, em Santa Cruz, para um dia que será muito especial.
Na véspera da realização da iniciativa, onde as softboards monopolizam o lineup, o MEO Beachcam esteve à conversa com Tiago Pires, que é novamente o responsável pela organização.
'Saca' fala-nos um pouco do que podemos esperar desta edição, bem como da consolidação do evento, assim como de outras questões pertinentes relacionadas com o Softboard Heroes.
Quais as principais novidades para esta sexta edição do Softboard Heroes?
Este ano vamos atingir um marco muito especial: ultrapassar os 100 mil euros doados ao longo das várias edições. É um número que nos deixa muito orgulhosos e que reflete bem o impacto que o evento tem vindo a ter, ano após ano, na sua vertente solidária. Continuamos a ter a presença de diferentes figuras públicas e surfistas, nomeadamente jovens surfistas, que trazem sempre uma energia nova e ainda mais dinâmica ao evento.
Qual a maior evolução que sentiste no evento ao longo destes anos?
Talvez a maior evolução ao longo dos últimos seis anos seja precisamente a consolidação de um ambiente único em cada evento. A atmosfera leve e descontraída, bastante diferente daquilo que se vive nos campeonatos de surf tradicionais. Aqui não há pressão, nem rankings; o que existe são boas energias e uma causa maior que une todos os participantes. Ver os surfistas e as celebridades a entrarem e saírem da água com um sorriso, independentemente dos resultados, é algo que reflete bem esse espírito. E claro, como já referi, o valor total que já doámos a tantas associações portuguesas e que este ano ultrapassa os 100 mil euros. Este ano, a lista de beneficiários volta a crescer com a integração da Fundação do Gil, a SOUMA, o Centro de Acolhimento São Pedro da Cadeira e o CASCI – Centro de Ação Social do Concelho de Ílhavo. Esta continuidade e expansão deixam-nos muito orgulhosos e reforçam a sensação de que o evento está, de facto, a fazer a diferença.
Como é efetuado o processo de seleção das instituições para o evento?
Em cada edição, escolhemos sempre uma instituição local do concelho de Torres Vedras, onde se realiza o Softboard Heroes. Sendo a PRIO o nosso patrocinador desde a primeira edição, cabe-lhe também a escolha de uma das entidades apoiadas. As restantes instituições são selecionadas através de uma pesquisa e análise de organizações que desenvolvem um trabalho relevante e com impacto significativo na sociedade, e que possam beneficiar do apoio do evento. Desta forma, procuramos manter um equilíbrio entre a ligação à comunidade local e o apoio a causas de maior alcance social, assegurando que o contributo do evento chega a diferentes realidades que precisam de ajuda.
Que desafios encontras na escolha dos surfistas participantes? Há algum surfista internacional que gostarias de trazer?
Não é tanto uma questão de “falta de escolha”, porque felizmente há muitos surfistas com vontade de participar, mas sim de equilibrar vários fatores ao mesmo tempo. Tentamos sempre garantir diversidade de estilos, gerações e níveis de experiência, ao mesmo tempo que conciliamos agendas e disponibilidade, que é definitivamente o maior desafio. Quanto a nomes internacionais, obviamente que há sempre surfistas que gostaríamos de trazer, porém depende muito das suas competições e compromissos. Ainda assim, o mais importante não é tanto o “nome” em si, mas sim encontrar pessoas que acrescentem valor ao ambiente do evento.
O ano passado tivemos a estreia do surf adaptado. Este ano voltará a fazer parte do programa?
A estreia na edição anterior foi um momento muito especial, porém, nesta fase, decidimos não repetir. Apesar disso, continua a ser uma vertente que reconhecemos como muito relevante e que fez todo o sentido quando foi integrada. Ficou a vontade de, no futuro, poder voltar a acontecer, sempre que as condições e o enquadramento do evento o permitam. No entanto, enquanto novidade para a edição deste ano, durante o dia, teremos uma dinâmica de live painting com os artistas Gonçalo Mar e frame0ne.
Depois de uma carreira ao mais alto nível, como tem sido desempenhar o papel de organizador de um evento?
Sinto que esta passagem para o lado da organização tem sido uma experiência, principalmente, muito gratificante. Há uma outra responsabilidade envolvida, porque já não se trata de performance individual, mas sim de criar algo que faça sentido para todos os que participam e que contribua para o crescimento do surf de uma forma mais ampla. Por outro lado, continuo muito ligado ao mar e ao surf. É interessante poder usar a experiência que ganhei como atleta para ajudar a construir um evento com esta energia tão positiva e com um propósito solidário, que vai muito além da competição.
Através da rede de livecams , podes visua lizar em direto e em tempo real toda a evolução do estado do mar e da praia.
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