Penúltima etapa da Challenger Series de 2026/2027, o EDP Ericeira Pro leva dois dias do período de espera. Nesta baliza temporal, apenas quatro heats (!) foram completos, respeitantes a metade da primeira ronda masculina. Todo um campeonato está por fazer.
A 'culpa' desta situação é do mar de Ribeira d'Ilhas. Não tem havido ondas no famoso point break jagoz, um dos principais palcos do surf europeu. Se na passada terça-feira tivemos duas singelas baterias realizadas de manhã cedo, esta quarta-feira só houve competição ao final da tarde. Confirmando a previsão, esse foi o momento em que começou a surgir a esperada ondulação. Durante horas a fio, o lineup esteve completamente 'flat'. Uma "lagoa", assim descreveu Jesse Starling, jovem surfista e comentadora australiana da World Surf League (WSL), que está in loco.
Neste par de heats à tardinha, onde Ribeira lá deu um tímido sinal de vida e entregou umas direitinhas, houve espaço para a estreia das cores portuguesas. Não correu bem. Na derradeira bateria da mini jornada competitiva, o local Tomás Fernandes esteve em ação, depois de ter acedido ao quadro principal na sequência da vitória nos trials na última segunda-feira, em pleno feriado do 5 de outubro.
Desta vez, o antigo vice-campeão nacional não foi feliz na onda que tão bem conhece e em que já ganhou a nível interno. Tomás quedou-se pelo quarto posto, com o score combinado de 8,17 pts, despedindo-se do evento no qual já não participava desde 2021, na primeira vez que a prova surgiu na Challenger Series. O desfecho acabou por ser o mesmo, a amarga derrota de primeira.
De recordar que nos últimos anos, o surfista da Ericeira praticamente não tem competido em provas internacionais, fazendo somente a Liga MEO Surf, a competição máxima do surf português.
A bateria que marcou a estreia lusitana foi bem disputada, sendo pautada pelo equilíbrio de forças. Durante largos minutos, Tomás Fernandes esteve na posse da melhor onda do heat, com 5,67 pts. Tal pontuação foi conseguida logo na primeira onda surfada, o que abria boas perspetivas para o que estava pela frente. Porém, o surfista de 30 anos não conseguiu encontrar um backup mais robusto - apenas somou 2,50 pts - e isso revelou-se determinante para o desfecho da refrega.
Nesta quarta contenda da ronda 1 masculina, Tomás ficou atrás do também eliminado Luke Swanson (9,87 pts), bem como dos apurados Adin Masencamp (11,50 pts), que ganhou o heat, e de Sean Gunning (10,90 pts), espanhol que é filho de Rob Gunning, filho do tour manager do QS regional europeu.
Nesta ronda inaugural masculina, ainda teremos mais dois surfistas portugueses em ação, dos oito que participam no EDP Ericeira Pro.
Quando as hostilidades foram reabertas no lado masculino, o antigo top mundial Frederico Morais e o recém-coroado campeão europeu Sub-18, Jaime Veselko, entram logo em cena, tendo a companhia do havaiano Shion Crawford e do indonésio Dylan Wilcoxen.
A bateria esteve para acontecer no final da tarde desta quarta-feira - os surfistas chegaram a envergar a licra - mas depois voltou-se atrás. Assim, o heat deverá ser disputado esta quinta-feira, logo bem cedo pela manhã. De acordo com a previsão, espera-se que a ondulação ganhe ainda mais tamanho em Ribeira d'Ilhas. A primeira chamada está marcada para as 7h15 (hora de Portugal continental).
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