Depois dos Jogos Asiáticos de 2026, que atribuíram as duas primeiras vagas individuais para as Olimpíadas de Los Angeles’2028, o próximo momento de qualificação olímpica é o Mundial ISA do Peru, a que será celebrado de 6 a 15 de novembro.
Neste evento, estarão em jogo duas vagas coletivas, que ficarão na posse das seleções que conquistarem as provas masculina e feminina a nível coletivo.
Um dos naturais candidatos a essas vagas é o Brasil. O país irmão vai apresentar-se nas ondas peruanas com uma equipa de respeito, ainda que não conte com todas as suas estrelas. Composta por seis surfistas, três homens e outras tantas mulheres, a convocatória foi revelada pela Confederação Brasileira de Surf na passada segunda-feira.
No lado masculino, salta logo à vista a ausência de Gabriel Medina, campeão mundial ISA há dois anos, o tal evento em que garantiu in extremis o acesso às Olimpíadas de Paris’2024, onde acabou por conquistar a medalha de bronze.
Gabriel Medina é ausência porque a convocatória foi feita com base no atual ranking do CT. Não obstante ocupar uma posição de relevo – é o vigente número 5 do mundo – o natural de Maresias é ‘apenas’ o quarto melhor colocado entre a tropa brasileira, que está a monopolizar as posições cimeiras da hierarquia.
Na dianteira de Gabriel estão o campeão mundial Yago Dora (1.º), Italo Ferreira (3.º) e Miguel Pupo (4.º), que está a fazer a melhor temporada da carreira enquanto top mundial, tendo já arrecadado duas etapas (Bells Beach e Trestles).
Além de Gabriel Medina, destaca-se também a ausência de Filipe Toledo do lote de selecionados. O antigo bicampeão mundial tem tido uma campanha bem dececionante, sendo apenas o 21.º do ranking mundial. Importa realçar que a ausência de Medina e Toledo não significa que estão automaticamente fora dos Jogos Olimpicos de Los Angeles’2028. Existem outras vias de qualificação, desde logo o CT e as edições seguintes do Mundial ISA.
Passando para as senhoras, as convocadas foram a top mundial Luana Silva, Laura Raupp e a Tainá Hinckel. Como só ‘Lulu’ integra a elite mundial do surf, os restantes lugares foram determinados com base no ranking das competidoras brasileiras na atual Challenger Series.
De realçar que a jovem Sophia Medina encontra-se à frente de Tainá Hinckel na hierarquia, mas abdicou da vaga devido à concomitância de datas entre o Mundial ISA e o QS6000 internacional de Taiwan.
A explicação foi avançada pela própria irmã de Gabriel Medina em stories publicadas na rede social Instagram, revelando que tratou de tudo (inscrição, pranchas, etc) com a devida antecedência para competir em Jinzun Harbor, onde continuará a batalha por um lugar no CT do próximo ano.
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