Na icónica Huntington Beach, lá na Califórnia, está tudo a postos para nova edição do mítico US Open of Surfing, uma das mais emblemáticas provas do surf mundial.
Este ano, o programa competitivo comtempla novamente etapas da Challenger Series e do circuito mundial de longboard, que será a primeira a disputar-se, já entre sábado e a próxima terça-feira (25 a 28 de julho).
No caso do pranchão, Huntington Beach volta a dar o pontapé de saída para mais uma temporada, neste caso uma campanha que será dividida em dois anos: 2026 e 2027. É uma das novidades promovidas pela World Surf League (WSL) para o novo exercício.
Pelo menos nas três etapas que compõem a fase regular – títulos mundiais decidem-se em El Salvador com o top 12 dos rankings - haverá participação lusitana. O campeão europeu António Dantas é top mundial pela terceira época consecutiva, levando novamente a bandeira portuguesa ao mais alto patamar da modalidade. Será o único luso em ação.
Bicampeão nacional em título, o goofy de São Pedro do Estoril já sabe quem irá defrontar na ronda inaugural do US Open of Surfing. Os oponentes são dois longboarders, mas com uma história muito diferente nesta modalidade.
Um dos adversários do irmão do ex-campeão nacional João Dantas será o lendário Taylor Jensen, de 42 anos, um dos mais titulados longboarders da história. Ostenta quatro títulos mundiais no CV, o último dos quais conquistado em 2024. Foi o finalista vencido do último US Open, perdendo a grande final para o campeão mundial Kai Ellice-Flint, que este ano será ausência de vulto.
O outro adversário do português de 23 anos na contenda será o wildcard Tommy Coleman. Recorde-se que os dois primeiros classificados do heat avançam diretamente para os oitavos-de-final, enquanto o terceiro colocado cai para a repescagem, onde nova derrota já dita a eliminação do campeonato americano. Tanto os ‘oitavos’ como a ronda de repescagem já são disputados em baterias ‘man-on-man’.
Huntington Beach é um local de boas memórias para António Dantas. Foi lá que há dois anos alcançou o nono lugar, que é o seu melhor desempenho em provas do circuito mundial, até ao momento. Resultado igualado na época transata na piscina de ondas artificiais de Abu Dhabi, que esta época não integra o calendário.
Prestes a arrancar para uma nova temporada entre a elite mundial, o ex-campeão europeu da World Surf League (WSL) tem o natural objetivo de conseguir a requalificação para a próxima edição do circuito.
Em 2025, a prova californiana foi marcada por ondas muito pequenas. Este ano, o cenário será diferente, atendendo às previsões. Estas apontam para a presença de swell nos próximos dias.
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