A semana arranca com novidades muito importantes sobre o sistema de qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles’2028.
Quatro meses depois da apresentação, que rompia com o passado e gerou muito polémica junto dos surfistas do CT, foram introduzidas alterações em relação ao sistema inicialmente divulgado. Mudanças essas que já foram aprovadas pelo Comité Executivo do Comité Olímpico Internacional (COI), assim indica, esta segunda-feira, a Associação Internacional de Surf (ISA) em comunicado oficial
Fundamentalmente, as alterações estão relacionadas com a relevância do Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) no caminho até à prova que decorrerá em Trestles na Califórnia.
Perante a fórmula agora apresentada, o CT ganha novamente peso. A entidade norte-americana leva a melhor neste braço de ferro com a ISA, que atribuirá menos três vagas por género no decisivo Mundial de 2028.
Na sequência da atualização agora revelada, cresce o número de vagas a atribuir pelo CT, passando de cinco para oito por género, num total de 16 bilhetes, mantendo-se o limite de um atleta por nação em cada género.
Assim, ficamos muito perto do número de passaportes (18) que foram entregues via CT para Tóquio’2020 e Paris’2026, as duas primeiras Olimpíadas em que o surf esteve presente.
Ainda em relação ao CT, a ISA anunciou que a determinação dos surfistas qualificados não acontecerá com base nos rankings verificados em junho de 2028, mas sim no período entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028. Isto abre a porta à presença em Trestles dos campeões mundiais em título.
Neste 'toma lá, dá cá', outra importante alteração anunciada é a redução do número de surfistas que cada nação pode ter em prova. É reduzido de três para dois o número máximo de atletas de cada país por género. De acordo com a ISA, esta situação ocorre para salvaguardar o princípio da universalidade e manter o equilíbrio entre as diferentes vias de qualificação.
No entanto, de forma excecional, poderá haver seleções com três atletas devido às ‘slots’ que serão entregues às equipas campeãs do mundo ISA em 2026 e 2027, nos setores masculino e feminino. Em toda o sistema de qualificação, estas são as únicas vagas definidas com base em desempenhos coletivos.
O organismo presidido por Fernando Aguerre refere ainda que os surfistas do CT que obtenham a qualificação através dos World Surfing Games terão entrada direta na ronda 3 da prova olímpica de Los Angeles’2028.
A nova versão do sistema, que a ISA diz ser definitiva, surgiu como reflexo de uma “ampla consulta” junto da comunidade do surf e de um “deliberado equilíbrio entre o reconhecimento dos surfistas com maior rendimento a nível mundial e a manutenção do princípio Olímpico da Universalidade”.
Recorde-se que nos Jogos Olímpicos de Los Angeles'2028, haverá 48 atletas em competição, tal como sucedeu em Paris'2024. O elenco é composto por 24 homens e outras tantas mulheres.
O grosso dos atletas têm três formas de garantir a qualificação: CT, Mundial ISA e competições continentais, como os Jogos Pan-Americanos, Asiáticos e o Eurosurf, que pela primeira vez estará envolvido neste processo.
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