A Liga MEO Surf versão 2026 prepara-se para entrar na reta final, pelo que irá aumentar a tensão à volta desta que é a principal competição do surf português. Há muito em jogo nos dois campeonatos que estão por realizar na presente época.
O primeiro dos quais é o Allianz Ribeira Grande Pro e disputa-se já na próxima semana, entre os dias 12 e 14 de junho. A corrida aos títulos máximos do surf luso vai prosseguir em território insular, mais concretamente no arquipélago dos Açores.
Pelo quinto ano consecutivo, o circuito nacional passa pela Ribeira Grande, aquela que é a "capital do surf dos Açores", de acordo com Jaime Vieira, autarca local.
Mais uma vez, a prova açoriana poderá entregar antecipadamente um título nacional. Nos últimos dois anos tal foi uma realidade com Teresa Bonvalot.
Desta feita, a possibilidade existe na vertente masculina. Atual líder do ranking - venceu duas das três etapas realizadas - Francisco Ordonhas poderá revalidar o ceptro na prova que conquistou nas últimas duas edições, sendo que o sucesso obtido em 2024 representou a primeira vitória da carreira na Liga MEO Surf.
Em comunicado oficial sobre o Allianz Ribeira Grande Pro, a Associação Nacional de Surfistas expôs os cenários que podem culminar na nova coroação de Francisco Ordonhas. Desde logo, tal acontecerá se o ex-campeão europeu Júnior da WSL fizer o 'hat-trick' de triunfos e Guilherme Ribeiro (2.º do ranking) não for finalista.
O outro cenário a favor de Francisco Ordonhas é se atingir a final, Afonso Antunes (3.º do ranking) não vencer o campeonato e Guilherme Ribeiro não chegar aos quartos-de-final.
“Chegar aos Açores com a possibilidade conquistar o título nacional dá-me uma grande motivação porque é um título que quero ganhar este ano. Penso estar bem encaminhado para o conseguir. Estou confiante, mas como já disse várias vezes, há muitos surfistas em Portugal com qualidade e que podem ganhar etapas. Portanto, tento não pensar muito nisso. Vou tentar fazer o meu surf e divertir-me sem pensar nas contas, porque sinto que estou a surfar bem", refere Ordonhas no lançamento da etapa.
Além de Francisco Ordonhas, Guilherme Ribeiro e Afonso Antunes, outros nomes poderão ainda aproximar-se na disputa do título, como sãos os casos de João Mendonça, Martim Nunes, Guilherme Fonseca, Francisco Almeida, Manuel Pirujinho, Martim Paulino, Tiago Stock, Francisco Queimado, Francisco Mittermayer, Afonso Pinto, Joaquim Chaves e Henrique Pyrrait.
Por outro lado, Luís Perloiro e Tomás Fernandes estão fora das contas porque não vão marcar presença no Allianz Ribeira Grande Pro.
No lado feminino, Maria Salgado é a líder do ranking - ocupa esse lugar desde o início da presente Liga MEO Surf - mas ao contrário de Francisco Ordonhas não poderá sagrar-se campeã nacional na Ribeira Grande.
O que está garantido é que teremos a coroação dos campeões do já histórico sub-troféu Allianz Triple Crown, que premeia os surfistas que mais pontos somam nas três etapas (Figueira da Foz, Ericeira e Ribeira Grande) que têm a Allianz como naming sponsor.
Guilherme Ribeiro e a júnior Lua Escudeiro chegam à prova decisiva na dianteira. Aqui, já é certo que teremos novos campeões face a 2025, que foram Luís Perloiro e Teresa Bonvalot.
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