Em 2026, a norte-americana Alyssa Spencer está a usufruir do estatuto de top mundial pela segunda vez na carreira, depois da estreia em 2024, onde acabou por deixar o CT a meio do ano devido ao famigerado cut.
Neste regresso à elite mundial, a surfista californiana entrou com tudo, embalada pela vitória no Newcastle Surfest, evento disputado em março já na Austrália e no qual selou a requalificação.
Agora, noutra prova ‘aussie’ (Rip Curl Pro Bells Beach), a goofy de 23 anos estreou-se como semifinalista de etapas do CT. Um grande desempenho, que foi alicerçado num surf de backside que fez muitos estragos nas direitas do Bells Bowl e de Winkipop, as duas ondas em que se disputou a primeira etapa do CT’2026.
Numa das entrevistas pós-heat, a ex-vencedora do Ericeira Pro, onde também brilhou com o backside, mostrou-se radiante.
“Esta é a profissão mais divertida do mundo. Por isso, estou a tentar desfrutar e a absorver cada momento”, confidenciou.
No seu trajeto até às meias-finais, Alyssa Spencer não teve tarefa nada fácil. Para além de ter encontrado a super grom Tya Zebrowski, defrontou três das cinco surfistas que no ano passado discutiram o título mundial na finalíssima de Cloudbreak. Em todos esses embates de alta voltagem, apresentou-se a um alto nível.
Alyssa somou vitórias diante da campeã olímpica Caroline Marks e da havaiana Bettylou Sakura Johnson nos 'oitavos' e 'quartos', respetivamente. Depois, nas meias-finais, Spencer vendeu muito a cara a derrota à também havaiana Gabriela Bryan, que veio a conquistar o campeonato.
“Estou contente por mostrar a mim mesma que consigo competir de igual para igual com estas surfistas do top 5.”
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