Derradeira etapa do QS regional europeu versão 2025/2026, o Pro Taghazout Bay prosseguiu esta terça-feira com o segundo dia de competição.
O evento com estatuto QS4000 tem a cidade marroquina de Taghazout como principal palco, mas a ação tem decorrido mais a sul, concretamente nas direitas de Anza Beach, que tem apresentado melhores condições em comparação com o point break de Anchor Point.
Esta terça-feira, toda a armada lusa que estava em prova entrou na água. Face à véspera, a jornada foi mais complicada para as cores portuguesas, num dia que debutaram os cabeças de série.
Houve sete lusos que seguiram em frente e outros tantos que ficaram pelo caminho. Contas feitas, após dois longos dias de competição no Norte de África, mais de metade do contingente português - alinharam 16 atletas - já está fora de combate.
Desde logo, nota para o setor feminino, onde Maria Salgado foi a única lusa a chegar à terceira ronda. Atual quarta colocada do ranking, a campeã europeia Júnior da World Surf League (WSL) estreou-se com um sólido triunfo. Assim, a jovem de Santa Cruz aproximou-se um pouco mais da inédita qualificação para a Challenger Series. Já as compatriotas Mafalda Lopes e Camila Cardoso não evitaram a eliminação de primeira.
Entre os homens, Afonso Antunes esteve em destaque. Foi o único surfista português a vencer na ronda 3, anotando um dos melhores scores combinados (13,80 pts).
Ronda 3 que também foi superada por Frederico Morais, Guilherme Ribeiro (líder do ranking), Martim Nunes, Tomás Fernandes e pelo campeão nacional Francisco Ordonhas. Nota para Tomás, que já superou três rondas neste que é o primeiro QS em que participa desde 2022.
Em sentido inverso, a terceira ronda ditou as eliminações do ex-campeão nacional Joaquim Chaves, de João Mendonça, de Luís Perloiro, que tinha sido um dos destaques do dia anterior, de Tiago Stock e de Ido Arkin, o israelita que compete com a bandeira portuguesa. Top 20 do ranking na chegada a Marrocos, Mendonça ainda poderia obter a qualificação para a Challenger Series, mas esta derrota prematura aniquilou essa chance. O 19.º colocado da hierarquia ficou a uns magros 0,13 pts da fase seguinte.
Nesta corrida à Challenger Series do próximo ano, houve excelentes notícias para Gui, Kikas e Ordonhas. Além de avançarem para a ronda seguinte - que era o mais importante - viram o afastamento de alguns adversários diretos. A razia deu-se na tropa francesa com as saídas de cena de Renan Grainville (4.º do ranking), Sam Piter (5.º), Tristan Guilbaud (9.º), bem como do lesionado Thomas Debierre (8.º).
O Pro Taghazout Bay tem o período de espera até ao próximo domingo, dia 29 de março. É a prova que irá determinar quem fica com as vagas europeias para a Challenger Series versão 2026/2027. Isto para além de consagrar os novos campeões continentais da WSL.
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