A menos de 48 horas do início do Newcastle Surfest - sétima e última etapa da Challenger Series 2025/2026 - já é conhecido o heat draw. Tudo acaba exatamente no mesmo local em que começou em junho último.
Observando o quadro de competição divulgado pela World Surf League (WSL), salienta-se o que já sabíamos. No Newcastle Surfest, que celebra o 40.º aniversário, a bandeira portuguesa apenas estará representada no lado feminino.
Frederico Morais e Afonso Antunes também vinham a fazer o circuito na totalidade, mas não vão estar presentes em Merewether Beach, numa altura em que já não têm chances de qualificação para o próximo CT.
Entre senhoras, Yolanda Hopkins, Francisca Veselko e a campeã nacional Teresa Bonvalot dão forma ao contingente luso que vai surfar nas direitas de Merewether Beach. A prova é decisiva para Bonvalot, uma vez que procura juntar-se às compatriotas no CT. Atual 13.ª colocada do ranking, a goofy de Cascais parte com o mais alto requisito que poderia ter. Está obrigada a replicar aquilo que fez a compatriota Kika Veselko na última edição do Surfest, isto é, obter a vitória. Porém, tudo isto pode mudar consoante a evolução do campeonato.
Este trio de luxo de surf português teve entrada direta na segunda ronda, pelo que beneficia do estatuto de cabeças de série. Em discussão, estará a passagem aos oitavos-de-final da prova que se disputa durante a próxima semana.
Yolanda Hopkins entra em cena logo na bateria inaugural dessa fase. De momento, apenas sabe que uma das três adversárias será a australiana Ellie Harrison, que tão bem conhece deste circuito. Aliás, Ellie foi eliminada às mãos de Yo-Yo no último Newcastle Surfest, naquele que foi um triunfo dramático para a portuguesa, uma vez que foi obtido sobre o toque da buzina. As restantes adversárias de Hopkins e Harrison chegam da ronda inaugural.
Comandante do ranking feminino, Yolanda procura tornar-se na primeira surfista lusa a coroar-se campeã da Challenger Series, competitivo circuito de acesso ao CT.
Por sua vez, Kika Veselko e Teresa Bonvalot estão inseridas no mesmo heat, o quarto da segunda ronda. O duo terá oposição de duas surfistas provenientes da ronda inaugural.
O Newcastle Surfest é uma prova decisiva e que promete emoções fortes a cada bateria realizada, dada a importância do que está em cima da mesa. No setor feminino, estão por definir três das sete vagas mundialistas. Para além de Yolanda Hopkins e Francisca Veselko, a super grom francesa Tya Zebrowski e a veterana 'aussie' Sally Fitzgibbons encontram-se qualificadas.
Já no campo masculino, nove dos 10 passaportes estão por atribuir. Só o havaiano Eli Hanneman já fez antecipadamente os trabalhos de casa. Literalmente, tudo foi feito em casa por Eli, com o objetivo a ser cumprido em Pipeline. Contas feitas, entre homens e mulheres, existem 28 surfistas que chegam às direitas de Merewether Beach com hipóteses de estarem no CT'2026.
Nota ainda para o facto de não haver surfistas da elite mundial para complicar as contas - situação bem contrastante com o que vimos por exemplo no recente Pipe Challenger - e para o regresso de Julian Wilson.
Depois de anunciar o retorno à competição a tempo inteiro, o antigo vice-campeão do mundo arrancou para esta Challenger Series com o objetivo de requalificar-se para o CT. Todavia, o australiano apenas participou nas duas primeiras etapas (Newcastle e Huntington Beach). Depois, Jules colocou de lado esse intento para estar completamente focado na salvação da sua marca (Rivvia Projects). Volta agora para a etapa caseira.
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