Para Afonso Antunes, a temporada de 2025/2026 da Challenger Series foi a primeira em que participou como surfista tempo inteiro deste circuito de acesso ao CT.
A campanha de estreia foi tudo menos fácil. Na meia dúzia de etapas em que esteve presente, Afonso conseguiu o melhor resultado logo na prova inaugural. Alcançou o 33.º posto em Newcastle, precisamente a mesma latitude que na próxima semana recebe a derradeira etapa da época e na qual Antunes já não estará presente.
Em conversa com os jornalistas, à margem da conferência de imprensa de apresentação da 16.ª Liga MEO Surf, o surfista de 22 anos não escondeu que ficou um pouco abalado com os desempenhos que anotou na presente Challenger Series.
"Criei muitas expectativas em querer tirar bons resultados. Não digo qualificar-me logo para o CT, mas ficar dentro do top 20 e conseguir a requalificação para a próxima edição. Não consegui cumprir as minhas expectativas e isso abalou-me um pouco. Foi um ano em que aprendi muito", confidenciou o antigo vencedor da final internacional do prestigiado Rip Curl GromSearch.
"Não era fácil conciliar as derrotas na Challenger Series com a Liga MEO Surf. Só queria estar focado num só circuito [Challenger Series], pelo que tirou-me um pouco a vontade de querer continuar a competir."
Naqueles que foram os primeiros passos numa nova realidade competitiva, que englobou a primeira participação num campeonato em Pipeline, o filho de João Antunes abordou as principais diferenças face ao que encontra dentro de portas, vulgo na Liga MEO Surf.
"A maturidade com que competem e o nível é muito alto. Não só de um atleta, mas de vários. Falo imenso com o meu treinador [Francisco 'Xixo']. Cá faço duas notas de 7,00 pts e tenho caminho andado no heat. Na Challenger Series, podemos ter o score combinado de 15 ou 16,00 pts e a qualquer momento tudo pode mudar. Torna tudo mais complicado e competitivo", explica.
Com a temporada de 2026 a começar, Afonso Antunes refere que vai replicar a abordagem de há dois anos, que tão bons frutos deu.
"Vou voltar a dar um passo atrás, como fiz há dois anos, e não vou criar expectativas para este ano. Os objetivos continuam lá, mas vou campeonato a campeonato, resultado a resultado. Quero controlar o que posso e viver o presente", diz o antigo medalhado de bronze Sub-16 no Mundial ISA Júnior
O objetivo desse passo atrás é com o objetivo de dar dois passos à frente: Afonso ambiciona o primeiro título nacional Open da carreira e a requalificação para a Challenger Series, que continua a "querer muito".
Em termos de Liga MEO Surf, apesar do foco não ter estado a 100%, Antunes foi vice-campeão nacional em 2025, repetindo o que já tinha conseguido em 2021. Desde 2020 que é top cinco nacional.
O que tem então faltado para lograr o cetro nacional? "É a consistência. Acabo sempre o ano com um ou dois resultados muito bons/bons e depois o resto é sempre mau ou medíocre. Este ano vou procurar melhorar a minha consistência e manter o foco."
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