Revelado na última sexta-feira, o novo sistema de qualificação olímpica para Los Angeles'2028 continua a dar que falar, uma vez que reduz as vagas atribuídas pelo circuito mundial de surf e não só.
Depois das críticas ferozes por parte de vários surfistas do CT, agora chega a reação oficial da World Surf League (WSL) através do Ryan Crosby, o CEO da entidade norte-americana. O dedo é claramente apontado à atuação protagonizada pela Associação Internacional de Surf (ISA).
Em declaração ao site 'The Inertia', Ryan Crosby diz que juntamente com a World Professional Surfers, entidade que representa os surfistas, a WSL "rejeita o novo processo de qualificação proposto pela ISA".
"Acreditamos que o sucesso do surf no palco olímpico depende da participação dos melhores surfistas do mundo. Este novo sistema compromete esse objetivo", entende Crosby.
No texto divulgado, o executivo norte-americano afirma que a WSL está "profundamente desapontada" com a ISA, pois esta não consultou a entidade norte-americana durante todo o processo.
O responsável revela que o organismo presidido por Fernando Aguerre ignorou as tentativas da WSL para estabelecer uma "parceria razoável", "cancelou reuniões" e "não respondeu a emails", enquanto ao "mesmo tempo prosseguiam paralelamente com discussões sobre a qualificação".
Neste contexto, a WSL e os atletas pedem que este novo sistema de qualificação divulgado seja "corrigido", de modo a "garantir que os surfistas com melhor ranking estejam presentes nos Jogos Olímpicos, como sucedeu em Tóquio e Paris. O anterior processo, que incluía a temporada completa do CT, foi descartado pela ISA sem uma boa justificação. Esperamos resolver isto e avançar com o que é melhor para a modalidade".
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