Frederico Morais foi um dos surfistas presentes na conferência de imprensa de apresentação da 16.ª Liga MEO Surf, que decorreu na primaveril tarde da última quinta-feira na Boardriders Quiksilver Ericeira.
Kikas deixou para trás um ano em que nunca esteve a 100%, fruto de ter fraturado o tornozelo direito em dezembro de 2024. "Foi um ano com sentimento amargo. Por mais que quisesse e apetecesse, sabia que havia ali uma limitação, que não me deixava passar daquilo."
Agora, o antigo top mundial surge finalmente revigorado, depois de ter removido os ferros e parafusos numa segunda intervenção cirúrgica ao tornozelo, realizada em outubro último.
"É um bocado um novo Frederico, com outro brilho, outra vontade, outra energia e outra felicidade dentro de água. Tenho um tornozelo quase igual ao outro. Finalmente sinto-me cada vez mais a 100% e livre", diz aliviado.
Para esta nova campanha, Morais procura reconquistar o seu espaço no surf internacional. Primeiro, o "grande objetivo" é garantir o lugar na próxima edição do circuito Challenger Series. Isto para depois atacar a requalificação para o CT, de onde saiu a meio da temporada de 2024 devido ao cut.
Com as metas bem definidas, o surfista de 34 anos revelou quando é que dará início à temporada de 2026. Esse momento não acontecerá já no início de março no Newcastle Surfest, última etapa da Challenger Series versão 2025/2026, mas sim no QS4000 de Taghazout, que se disputa no final de março e vai encerrar o QS regional europeu de 25/26. Um campeonato que terá muito em jogo para o surfista português.
"Opto por não ir à Austrália porque é uma prova que vai calhar muito perto de QS em Marrocos. Para obter a qualificação para a próxima Challenger Series tenho melhores oportunidades no Pro Taghazout Bay. Estive a fizer as contas", confidenciou o surfista de 34 anos em conversa com os jornalistas presentes.
Nas direitas de Merewether Beach, Frederico estaria sempre obrigado a alcançar um resultado muito forte para saltar do 65.º posto para dentro do top 20 da hierarquia, que garante automaticamente a requalificação para a edição seguinte da Challenger Series.
Essas contas complicadas são substituídas por um cenário bem mais favorável na visita às direitas que rolam em Anchor Point. "É uma onda que gosto e conheço. Estou confiante e a depositar todas as hipóteses."
Morais é o atual 13º de um ranking comandado pelo compatriota Guilherme Ribeiro e no qual o top 10 elegível garante acesso à Challenger Series. Como só participou numa etapa - 4.º lugar em Pantín - tudo aquilo que Kikas fizer em Taghazout está a valer pontos preciosos. Não tem resultados a descartar.
Na preparação da prova em que obteve o terceiro posto em 2020, o competidor luso já esteve recentemente em Marrocos a sentir o pulso ao mar. "Estive 10 dias. Treinei com o Richard 'Dog' Marsh [treinador]. Senti-me lindamente", confidenciou.
Para este ano, que se espera de renascimento para o antigo top 10 mundial, os planos de Frederico Morais também passam pela Liga MEO Surf, a competição que define os títulos máximos do surf português.
Como é habitual, fazer o circuito integral está dependente da conciliação com o calendário internacional. O surfista de Cascais assegura que nas etapas em que estiver presente não vai ser para "brincar". Simultaneamente, confessa que seria "especial" proclamar-se campeão nacional pela quarta vez, depois das conquistas em 2014, 2016 e 2020.
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