No setor feminino da Challenger Series versão 2025/2026, a prestação portuguesa está a ser fantástica a todos os níveis.
Yolanda Hopkins e Francisca Veselko garantiram a qualificação para o CT, tornando-se nas primeiras portuguesas a conseguirem tal feito. Este duo, poderá ainda ter a companhia da campeã nacional Teresa Bonvalot.
Todo este cenário de sonho contrasta com a situação que se vive entre os homens. Frederico Morais e Afonso Antunes, os dois portugueses efetivos esta época no competitivo circuito, já não possuem hipóteses de qualificação para o CT de 2026, que começa a 1 de abril em Bells Beach (Austrália).
Sexta e penúltima etapa da temporada, o Pipe Challenger representou o fim das esperanças, que já eram bastante reduzidas. Isto significa que a próxima edição do circuito mundial será a segunda consecutiva em que o surf masculino luso não possui representação a tempo inteiro.
Surfista com experiência de CT - foi top 10 mundial em 2021 - Frederico Morais optou por não participar no Pipe Challenger.
A estreante prova de Pipeline aconteceu pouco tempo após o regresso de Kikas à água. O surfista de 34 anos esteve praticamente três meses afastado das ondas.
Esta nova ausência deveu-se à intervenção cirúrgica de que foi alvo em outubro último, logo a seguir à fugaz passagem pelo Saquarema Pro, etapa também pertencente à Challenger Series.
Frederico foi à faca para retirar a placa e os parafusos que tinha no tornozelo direito. Tornozelo esse que o três vezes campeão nacional Open fraturou em dezembro de 2024. Devido à lesão contraída no Guincho, Morais nunca esteve a 100% durante o último ano. Nas cinco etapas da Challenger Series que realizou, o melhor resultado alcançado foi o 17.º posto em Ballito.
Por sua vez, Afonso Antunes está a fazer a sua primeira temporada como surfista titular da Challenger Series, depois de ter alcançado a vaga através do QS regional europeu.
Ao contrário Kikas, o competidor de 22 anos esteve presente no campeonato de Pipeline, onde foi eliminado na primeira ronda. Um desfecho que liquidou as remotas hipóteses de uma inédita qualificação. Afonso estava obrigado a dois resultados fortíssimos nas duas etapas finais.
Para o antigo vice-campeão nacional Open, esta tem sido uma campanha de aprendizagem, neste que é um circuito que alguns consideram ser mais duro do que o CT. Até ao momento, o melhor desempenho do filho de João Antunes foi anotado logo na etapa inaugural, com o 33.º posto em Newcastle (Austrália).
Precisamente, Newcastle recebe já em março o derradeiro evento de uma temporada dividida em dois anos, algo inédito na história da Challenger Series.
Neste momento, Frederico Morais e Afonso Antunes ocupam a 65ª e 72.ª posições da hierarquia, respetivamente. O ranking é liderado pelo havaiano Eli Hanneman, já requalificado para o CT. Por definir, estão mais nove vagas.
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