Na passada segunda-feira, a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos disse não saber as causas da deterioração da qualidade da água da Praia de Matosinhos, que está em risco de deixar de ser zona balnear em 2026.
Todavia, Luísa Salgueiro não descarta a possibilidade de tal situação estar associada às obras de prolongamento do quebra-mar.
“Não sabemos ainda qual é a causa que justifica a deterioração da qualidade da água. Há várias fontes possíveis, desde logo as ribeiras da Riguinha e Carcavelos, cujo efluente sai na praia”, explicou a autarca em conferência de imprensa.
Luís Salgueiro, que está no seu terceiro e último mandato, lembrou que tem sido feita a monitorização de todo o percurso da ribeira da Riguinha através de câmaras, inspeções e vídeos, tendo já sido eliminadas dezenas de ligações ilegais.
O mesmo sucede no rio Leça, referindo que há indicadores que dizem tratar-se de “carga animal”, nomeadamente gaivotas. “Portanto, ainda não é possível com certeza dizer por que razão isto acontece”, reafirmou.
A autarca destacou que ano após ano a qualidade de água daquela praia tem vindo a piorar e, isso, também coincide com o prolongamento do quebra-mar. “Também não podemos descartar a possibilidade de uma coisa estar ligada à outra”, apontou.
E insistiu: “Neste momento nada demonstra que a situação da qualidade da água da Praia de Matosinhos resulte diretamente dessa construção, mas também nada garante o contrário”.
Luísa Salgueiro confessou que receia que a praia não seja considerada zona balnear, mas está a trabalhar para evitar que isso aconteça, tendo já reunido com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Em causa, estão os elevados valores de poluição e o risco para a saúde pública numa das praias mais concorridas do país, que diariamente chega a registar 14 mil banhistas no verão e que na última época balnear esteve interditada 18 vezes.
A solução passará pela construção de um exutor (emissário submarino ou estrutura de descarga) para encaminhar as águas da ribeira da Riguinha até uma zona mais a jusante, evitando a concentração das cargas poluentes na zona balnear.
“É uma solução de difícil execução técnica, mas que tem já a validação da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e das câmaras do Porto e Matosinhos”, concluiu.
Através da rede de livecams, podes visualizar em direto e em tempo real toda a evolução do estado do mar e da praia.
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