A praticamente dois meses do início da temporada de 2026 do circuito mundial de surf, a World Surf League (WSL) anunciou uma alteração no calendário. É a confirmação do zumzum que surpreendentemente começou a circular nos últimos dias.
Em comunicado oficial, a entidade norte-americana revelou que o CT não irá visitar Jeffreys Bay, latitude em que mora uma das melhores ondas de performance do planeta.
Inicialmente calendarizado como a sexta etapa do ano, a realizar em julho próximo, o histórico evento sul-africano sai de cena devido à falta de apoio financeiro local. Sem este, não se torna viável a realização da prova.
Foi a explicação adiantada pela WSL para a "difícil decisão" tomada. Desde 2024, esta trata-se da segunda temporada em que uma das mais tradicionais etapas do circuito fica de fora. Há dois anos, a ausência deveu-se aos Jogos Olímpicos de Paris'2024.
No mesmo texto, a organização liderada por Ryan Crosby indica o evento que toma o lugar de J-Bay. É o New Zealand Pro. A competição assinala o regresso do CT à Nova Zelândia, mas num spot jamais visitado: Raglan. Trata-se da "mais famosa" onda neozelandesa, assim apresenta a WSL.
Em vez de surfarem para a direita, como iria acontecer em J-Bay, os tops mundiais vão surfar para a esquerda, cortesia do conhecido point break de Raglan, que está localizado na costa oeste (Manu Bay). Ondas com direções diferentes, mas ambas bastante longas e ideais para performances de excelência.
A WSL soluciona a saída de J-Bay aumentando a diversidade ao nível do tipo de ondas que integram o CT Para regozijo dos surfistas, dá-se a entrada de uma esquerda de point break no roteiro, algo que era ansiado há muito.
"Este será o maior evento de surf a ter lugar na Nova Zelândia. Trazemos os melhores surfistas do mundo à nossa onda mais icónica. O impacto vai para além do evento em si", afirma Ben Kenning, diretor executivo do Surfing New Zealand. Nos idos da década de 90 do século, Raglan foi ponto de passagem do circuito de qualificação masculino, enquanto a Nova Zelândia recebeu a visita do CT feminino entre 2010 e 2013.
A WSL revelou ainda que no início de maio serão disputados os trials (Backdoor King and Queen of the Point). Os vencedores nos géneros masculino e feminino asseguram vaga no quadro principal como wildcards.
Com o período de espera de 15 a 25 de maio, o New Zealand Pro surge como a quarta das 12 etapas em agenda do CT versão 2026. O campeonato kiwi será o quarto consecutivo a realizar em águas da Oceânia, o primeiro a seguir à perna australiana, que abrirá as hostilidades.
Recorde-se que o CT de 2026 começa a 1 de abril em Bells Beach (Austrália) e termina em dezembro nos tubos de Pipeline, no Havai. Portugal volta a figurar no calendário do Dream Tour, com a etapa de Peniche. Transferida novamente para o outono, a prova lusa é a única que será disputada em águas do velho continente, sendo a 11.ª e penúltima da campanha. É de 22 de outubro a 1 de novembro.
Datas Calendário CT 2026:
No. 1 - Bells Beach, Victoria, Australia: Abril 1 - 11
No. 2 - Margaret River, Western Australia, Australia: Abril 16 - 26
No. 3 - Snapper Rocks, Queensland, Australia: Maio 1 - 11
No. 4 - Raglan, Nova Zelândia Maio 15 - 25
No. 5 - Punta Roca, El Salvador: Junho 5 - 15
No. 6 - Saquarema, Rio de Janeiro, Brasil: Junho 19 - 27
No. 7 - Teahupo'o, Tahiti, Polinésia Francesa: Agosto 8 - 18
No. 8 - Cloudbreak, Fiji: August 25 - September 4
No. 9 - Lower Trestles, San Clemente, Calif., EUA: Setembro 11 - 20
No. 10 - Surf Abu Dhabi, Abu Dhabi, UAE: Outubro 14 - 18
No. 11 - Peniche, Portugal: Outubro 22 - Novembro 1
No. 12 - Banzai Pipeline, Havai: Dezembro 8 - 20
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