Mais de três meses depois, a Challenger Series de 2025/2026 está prestes a ser retomada, com a realização do Pipe Challenger.
O período de espera da sexta e penúltima etapa da campanha começa na quinta-feira e prolonga-se até ao dia 9 de fevereiro, nesta que é a primeira visita do competitivo circuito a Pipeline, a onda rainha do surf mundial.
Contrariamente ao que tem sido habitual nas etapas da presente Challenger Series, a armada lusa não será composta por meia dezena de atletas, mas sim por quatro surfistas. Isto deve-se à ausência de Frederico Morais, que recentemente voltou a surfar após novo longo período afastado do mar devido a intervenção cirúrgica para retirar os parafusos e placa do tornozelo direito.
Kikas optou por não viajar até à meca do surf mundial numa altura em que as hipóteses de requalificação para o CT são muito reduzidas. O mesmo cenário vive o compatriota Afonso Antunes. Porém, este irá envergar a licra nos tubos de Pipe, onde vai competir pela primeira vez.
No lado feminino, o contingente português é composto pelo trio maravilha: Yolanda Hopkins, a campeã nacional Teresa Bonvalot e Francisca Veselko.
Líder do ranking feminino, Yo-Yo chega ao idílico North Shore de Oahu já com a inédita qualificação no bolso, fruto da histórica gesta protagonizada em Saquarema. Todavia, Hopkins não é a única lusa que poderá estar no CT este ano.
Francisca Veselko é neste momento é a quarta colocada da hierarquia e à partida para o Pipe Challenger sabe que se vencer o campeonato assegura automaticamente lugar na elite mundial. Já Teresa Bonvalot ocupa o 12º posto do ranking e está bem perto da zona de qualificação (bolha abrange o top 7).
Neste momento, já é conhecido o luxuoso quadro de competição do Pipe Challenger. Esta é provalmente a etapa da história da Challenger Series que terá mais nível na água. Desde logo, destaque para o incremento de tops mundiais presentes, que prometem oferecer forte réplica a quem procura chegar ao CT.
Em vez dos oito nomes avançados inicialmente pela WSL, haverá 13 surfistas mundialistas em ação. A ex-campeã do mundo Caitlin Simmers, Kanoa Igarashi, Seth Moniz, Cole Houshmand e Bettylou Sakura Johnson juntam-se à campeã mundial Molly Picklum, Erin Brooks, Gabriela Bryan, Luana Silva, Isabella Nichols, Griffin Colapinto, Barron Mamiya e Leo Fioravanti.
Ao contrário do que é habitual nas etapas da Challenger Series, a prova masculina terá mais de 80 surfistas em competição devido à inclusão de uma ronda extra, que abrirá as hostilidades e é composta por 40 havaianos. Os surfistas locais, entre os quais Jamie O'Brien, certamente querem ter uma palavra a dizer na arena em que reinam.
Outra das novidades é que em todo o Pipe Challenger as baterias terão quatro atletas na água em simultâneo. Tudo acontecerá à boa maneira havaiana.
Em termos de portugueses, Afonso Antunes debuta na ronda 2 e vai dividir o lineup com três havaianos. No quinto de oito heats dessa fase, o filho de João Antunes medirá forças com o ex-top mundial Imaikalani deVault, o jovem Luke Swanson e um surfista proveniente da ronda inaugural.
Entre as senhoras, a primeira lusa a entrar em cena será Teresa Bonvalot. As suas adversárias serão a prodigiosa australiana Sierra Kerr (vice-campeã mundial Júnior da WSL), a taitiana Kiara Goold e a havaiana Skai Suitt. Este é o alinhamento da oitava e última bateria da primeira ronda.
Beneficiando do estatuto de cabeças de série, Yolanda Hopkins e Kika Veselko têm entrada direta na ronda 2. Yolanda já sabe que uma das suas três oponentes será o fenómeno Tya Zebrowski, atual vice-líder do ranking e também já qualificada para o CT, enquanto Kika terá pela frente Erin Brooks. A restante oposição chegará da ronda inaugural
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